Arqueologia do Ser: O Que Está Preso?
Iniciei a fase mais profunda do Mandala. A pergunta 'O que em mim está preso?' exige descer ao porão do Corpo Causal.
O corpo obedece, a mente racionaliza, mas o padrão se repete. Iniciei hoje o mapeamento das minhas Vasanas (tendências latentes).
Usando os Sutras 2.3-2.9, estou rastreando os Kleshas.
O Cimento dos 33 Anos
Percebi que minha "raiva de ser livre" (do post anterior) é, na verdade, Asmita (Ego) lutando para manter sua identidade. O cimento dos 33 anos está secando, e eu preciso encontrar essas bolhas de ar antes que a estrutura endureça.
Os 5 Kleshas Mapeados
- Avidya (Ignorância) → Acreditar que sou apenas o corpo-mente
- Asmita (Ego) → Identificação com a personalidade construída
- Raga (Apego) → Vício em intensidade emocional
- Dvesha (Aversão) → Medo da mediocridade/monotonia
- Abhinivesha (Medo da morte) → Terror de "desperdiçar" os 33 anos
O Método Arqueológico
Pergunta diária: "Por que fiz isso?" Camadas de resposta:
- Camada 1 (Corpo Grosseiro): "Porque estava cansado"
- Camada 2 (Corpo Sutil): "Porque meu ego queria ser visto como esforçado"
- Camada 3 (Corpo Causal): "Porque tenho uma Vasana de provar meu valor através do sofrimento"
Descoberta Chocante
Minha sadhana pode estar contaminada. Estou acordando às 5h para purificar ou para alimentar o ego? Se for Rajas disfarçado de Sattva, estou cimentando prisão, não liberdade.
Próximo Estudo
Capítulo 17 da Gītā — O teste dos Gunas. Preciso filtrar cada ação:
- É Sattvica (pura, sem expectativa)?
- É Rajasica (inquieta, buscando resultado)?
- É Tamasica (inercial, por obrigação)?