O Embate: Buraco Negro ou Espelho Limpo?
Minha intuição diz que Yoga é absorver tudo. Patañjali diz que é limpar tudo. Coloquei as duas visões no ringue...
Hoje meu estudo virou um campo de batalha. De um lado, minha visão visceral de que somos "trombas" divinas feitas para sugar a experiência (Bhoga). Do outro, a ortodoxia de Patañjali dizendo que a experiência é o problema e o isolamento (Kaivalya) é a cura.
A Tensão Central
Pergunta devastadora: Se eu absorvo tudo, viro um buraco negro de potência ou um depósito de lixo kármico?
Visão A: Buraco Negro (Tântrica)
- O corpo é um instrumento de degustação divina
- Absorver experiência sem julgamento = Yoga
- A não-reação permite digestão sem contaminação
- Metáfora: Ganesha com sua tromba
Visão B: Espelho Limpo (Clássica)
- A experiência é vinculante (gera karma)
- O objetivo é polir o espelho da consciência
- Kaivalya = isolamento esplêndido do Purusha
- Metáfora: Cristal puro sem reflexos
Conclusão Provisória
Talvez o Nirodha seja o Olho do Furacão — o ponto estático no centro da espiral caótica. Não é fugir da tempestade nem se afogar nela. É estar no centro, onde tudo gira, mas você não gira.
Síntese Pessoal
Usar a disciplina do Yoga Clássico (8 Passos) como método, mas a visão Tântrica/Vedanta como destino. Purificar a mente não para fugir da vida, mas para vivê-la com intensidade total sem ser destruído.
Próximo Estudo
Investigar o conceito de Vairagya (desapego) no contexto dessa tensão. Será que desapego é rejeição ou é a arte de segurar levemente?